terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Todo


O Todo é tudo
Que há, que houve
E que haverá,
Notado ou não

O Todo é a soma
Das unidades
É a unidade
Da união

O Todo é o ovo
E a galinha
É o pai e o filho
(Perpetuação)

O Todo é o sempre,
Jamais, o nunca
É a verdade
Na ilusão

O Todo é o verbo,
É o sujeito,
O predicado
E a oração

Passivo e ativo
Causa e efeito
Sofre e pratica
A mesma ação

O Todo é a vida
Que nunca morre
Pois é, a morte,
Ressurreição

Nada se cria,
Nada se perde
Tudo o que há:
Transformação

Ciência, fé,
Filosofia...
Por mais que tentem,
Não explicarão

A dualidade
Das nossas mentes
Torna impossível
Sua compreensão

O Todo é tudo
Que há, que houve
O Todo é a própria
Evolução

Vaidade


Vaidade, vil vaidade que consome
O pobre que de olhares é carente
Insufla o ego temporariamente,
Mas pouco dura o gozo e, logo, some

Como pode a comida dar mais fome?
E quanto mais se come, mais se sente
Um vazio no estômago, crescente,
Tão grande quanto o próprio abdome

Se acumula fortuna, é ganância
Luxúria! Entre os devassos, é notória
Com ares de doutora, é arrogância

É acre o sabor da sua vitória,
Que sempre gera inveja e intolerância,
Porque só vence em nome da vanglória