terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Vaidade


Vaidade, vil vaidade que consome
O pobre que de olhares é carente
Insufla o ego temporariamente,
Mas pouco dura o gozo e, logo, some

Como pode a comida dar mais fome?
E quanto mais se come, mais se sente
Um vazio no estômago, crescente,
Tão grande quanto o próprio abdome

Se acumula fortuna, é ganância
Luxúria! Entre os devassos, é notória
Com ares de doutora, é arrogância

É acre o sabor da sua vitória,
Que sempre gera inveja e intolerância,
Porque só vence em nome da vanglória

Um comentário:

  1. Muito bom! Gostei especialmente deste e do "O Todo". Ler (e escrever) poesia parece que tira um pouco do peso do mundo. Transformar aquilo que nos corrói por dentro em beleza, é a salvação através da arte!

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